Desde 1886 quando o mundo conheceu seu primeiro carro motorizado, a indústria
automotiva percorreu um longo caminho saindo de grandes motores que mal
conseguiam alcançar poucos cavalos de força, chegando atualmente à carros
modernos com extrema eficiência e tecnologia. Mas, a diminuição das reservas e
a emissão de poluentes continua perseguindo a indústria porque ainda não
conseguiram encontrar uma solução eficiente para ambos.
Existe um certo setor da indústria que está explorando outra fronteira à
procura de uma solução sólida.
A ideia de utilizar energia nuclear nos transportes não é exatamente nova, já
que temos submarinos nucleares operando à décadas, mas encaixar uma célula de combustível
nuclear em um carro de rua é extremamente complicado.
A empresa
Laser Power Systems, da cidade de Connecticut nos Estados Unidos, esta desenvolvendo
um método de propulsão que utiliza o tório para produzir eletricidade para
alimentar o motor de um carro. O princípio é simples, o tório é radioativo e produz grande quantidade de calor. Um equipamento no carro irá
produzir um laser de tório que aquecerá água que produzirá vapor e alimentará
uma turbina. Esta turbina, conectada à um gerador poderá produzir energia quase
que infinita para alimentar o motor elétrico do carro.

Charles
Stevens, CEO da Laser Power Systems, diz que o carro pode ser alimentado desta
forma durante toda a sua existência com apenas 8 gramas de tório. O conceito
foi apresentado pela primeira vez na forma de um protótipo em 2009, o
Cadillac World Thorium Fuel Concept. O tório não é utilizado comumente e por
isso existem poucas explorações realizadas sobre suas reservas. Os Estados
Unidos, a Austrália e a Índia possuem 85% do total da reserva de tório conhecida
no mundo atualmente.
Por conta
do acidente recente em Fukushima e vários outros incidentes com submarinos
nucleares no passado, a segurança continua sendo o
maior impedimento. O mundo está ativamente evitando esta
tecnologia, mas devemos lembrar que a nossa busca para encontrar formas mais
limpas de energia para o transporte deve continuar.